segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Um ano sem Vandinha...


"Todos rumo ao acaso, sem nunca ter escolhido. Não é questão de sorte, é jogo vencido. Não me leve agora... Eu não quero ir embora... Tenho tanto o que fazer, tenho um filho pra ter... Tenho motivos pra crer que ainda não é hora."
 
~ "Epílogos e Finais", Agridoce.

No dia 19, minha avó completou um ano de falecida. Marcamos uma missa para ela. No fim, o padre fez uma oração "especial" para todos os entes queridos que se foram. Eu não aguentei e chorei no fim da missa e na oração. Oferecemos velas.

No dia de finados, eu e o Glauco a visitamos no cemitério. Estava tão bonito, cheio de flores. Sempre quis ir ao cemitério no dia de finados. Levei um ramalhete para colocar no túmulo dela. Chorei, me senti mal por não visitá-la com mais frequência, e pela falta que ela tem feito.

Já me acostumei com a ausência dela, mas quando paro para pensar nela e em tudo que houve, sinto a falta dela pesando no peito. Enquanto estou fora, é como um dia qualquer. Quando estou em casa, ainda fico achando que a qualquer momento ela abrirá a porta, e, ao pensar, ainda sinto como se estive em um episódio de "Além da Imaginação". Ainda estranho o fato de morar agora apenas com meu avô.

Embora eu não tivesse muitas conversas produtivas com minha avó, me sinto sozinha mais do que nunca. Além dela, ainda tinha minha irmã de companhia. Quando chego em casa, depois de um dia cansativo de trânsito, trabalho e faculdade, não tem vozes para me distrair. Minha distração tem sido mais a tevê - Discovery, NatGeo, Universal. Nem tenho ficado tanto no computador, porque acho que é tarde demais para ficar na internet só perdendo tempo. Poucas são as horas que estou com meu avô. Geralmente, está trancado no quarto mexendo no computador, isso quando ele está em casa.

Embora que, com a morte da minha avó, eu tenha ganhado mais liberdade e mais "paz" (quem me conhece sabe bem o que quero dizer), não queria que ela tivesse partido. Esse primeiro ano sem ela foi bem difícil, não por causa da tristeza, mas sim a vida ficou mais difícil.

Ainda espero por dias melhores.