segunda-feira, 28 de novembro de 2011

"Could It Be Any Harder"


"Poderia ser mais difícil dizer adeus e viver sem você? Poderia ser mais difícil te ver partir, encarar a verdade? Se eu tivesse só mais um dia... Agarraria essa chance, nós beberíamos e dançaríamos. E escutaria cada palavra sua, como se fossem as últimas, mas sei que são. Porque hoje, oh, você se foi. [...] Como a areia em meus pés e o cheiro de um doce perfume, você ficará em mim para sempre. E eu queria que você não tivesse partido, eu queria que você não tivesse ido embora. Para te tocar novamente com vida em suas mãos. Isso não poderia ser mais difícil..." 
~ "Could It Be Any Harder", The Calling.
Desculpe pela demora para atualizar. Sinceramente, não sabia como começar. Tentei escrever várias vezes.

Minha avó morreu. E a vida aqui em casa virou um caos. Ainda estamos tentando nos organizar, estamos arrumando a casa, jogando um bocado de coisas fora. Isso é bom, faz a energia circular. Espero que o clima lá em casa melhore, porque tá péssimo. Aparece um problema atrás do outro.

Ela estava com pneumonia há algum tempo. Um pouco antes de morrer, ela foi novamente procurar atendimento, e o médico ficou assustado com o estado dela. Ela estava com derrame pleural, e ele passou um monte de exames. Os médicos começaram a desconfiar que era câncer, pois minha avó já tinha tido câncer de mama há uns 3 anos, mas não tinha sido grave (não precisou tirar o seio e nem fazer quimio).

Eu achava um absurdo eles pensarem em câncer. Mas depois que minha vizinha (melhor amiga da minha avó) conversou comigo, fiquei mais convencida. Ela já tinha experiência, perdeu o marido com câncer de pulmão. Contudo, não queria acreditar. Uns dias antes, comecei a achar que ela não conseguiria fazer todos os exames a tempo, que ela morreria antes dos resultados saírem, sem saber o que realmente tinha.

Apesar de não sabermos ao certo a causa mortis (meu avó não quis que fizessem autópsia nela e não temos nenhum exame que nos dê certeza), convencemo-nos de que ela estava com metástase. Ela estava com insuficiência respiratória por causa do líquido pleural, e isso sobrecarregou o coração, e, daí, ela faleceu.

Eu (quase) a vi morrer. Acordei com ela pedindo socorro, meu avó arrumando as coisas para levá-la ao hospital. Minha avó dizia que não conseguia respirar, que ia morrer, ela abria a boca tentando respirar, às vezes, arregava os olhos. Fiquei muito assustada com ela, e acho que nunca vou esquecer isso. Falei para ela tentar se acalmar. Foi a última coisa que eu disse para ela.

Fiquei pensado que, se meu avô a levasse de carro, ela poderia morrer no caminho e não haveria nada o que fazer por ela. Então falei para o meu avô chamar o SAMU, achei que era a melhor opção, já que eles tem toda uma aparelhagem. Mas eles demoraram tanto que ela morreu. Eu não estava presente no exato momento que ela morreu, meu avô tinha me mandado ficar esperando a ambulância no portão do condomínio, mas antes de sair de lá, ela tinha começado a dizer que ia desmaiar e se deitou. Ela ainda gemia quando saí.

Enquanto eu esperava, meu avô me ligou, ela não estava mais respirando. Quase 10 minutos depois, o SAMU chegou. E que raiva fiquei deles! Não só pela demora, mas também pelo descaso, pareciam que não estavam nem aí. Fico me sentindo culpada por ter falado para o meu avô ter os chamado.

Ela faleceu no dia 19 de novembro de 2011, às 3:15, dia da bandeira (como minha avó era patriota). Tinha 61 anos. Era vaidosa. Faltando umas 12 horas para sua morte, ela foi ao salão fazer o cabelo e as unhas.  Fez isso já pensando em se internar. As pessoas num hospital vão ficando feias. Estava feliz, parecia até que era uma despedida. Sinto-me culpada por não ter ficado em casa à noite para ajudá-la. Deus, como me culpo. Faltava só algumas horas para ela morrer.

Ela era a pessoa mais hipócrita que já conheci (e por causa dela, a hipocrisia é a coisa que mais odeio). Entretanto, ela foi como uma mãe, vivi praticamente a minha vida toda com ela cuidando de mim. Apesar desses últimos tempos a gente não estava se dando muito bem (e parecia piorar), eu gostava dela e não queria que ela morresse.

Meus avós na festa. Ela tinha ido ao
médico neste dia, e eles passaram vários
exames. Mas ela se foi antes de
sairem os resultados.
Porém ela morreria de qualquer jeito. Só não achei que seria tão repentino. O que ficamos refletindo sobre o que teria sido melhor - ela morrer como morreu, com marido, em casa, sem muito sofrimento, rapidamente, ou sozinha, no hospital, toda entubada, sofrendo com tratamento, lentamente. Meu avô mesmo disse que preferia a segunda opção, ainda sim, estaria viva. Mas sem poder chegar perto dela. Se os médicos não tivessem sido tão negligentes, talvez ela estivesse viva, numa cama de hospital. Fiquei com muita pena do meu avô quando ele disse que a pessoa que ele mais amava na vida morreu.

Eu nunca tinha perdido alguém.. A dor mais parecida que tive foi com a morte do Igor, na tragédia da escola (ao lado do meu condomínio). Eu o conhecia de vista, mas a dor foi tão grande, que só foi superada com a morte da minha avó.

Depois da conversa com a minha vizinha, fiquei pensado em fazer um post sobre como eu deveria agir diante da situação - a doença dela e as minhas desavenças com ela. Contudo, não importa mais.

Nos 3 primeiros dias sem ela, eu fiquei arrasada. Depois melhorei um pouco. Não chorei na missa de 7º dia. Mas hoje... estou sentindo tanto... Está tão triste.

(Obs.: Sempre gostei dessa música do The Calling, a letra é triste, mas bonita. Eu a tocava no violão antigamente.)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Halloween 2011


O Halloween é uma das minhas datas favoritas. Como ainda não fiz meu Guro, e não queria deixar a data passar em branco, me vesti de Lolita para ir a faculdade.

No ano passado, fui de [pseudo-]zumbi e distribui pirulitos, quase ninguém quis, teve gente falando até "tá amarrado" para mim. Mas dessa vez tive mais êxito. Acho que o pessoal de S.I. é mais tranquilo para essas coisas. O pessoal de Educação Física (sem cérebro) me zoou, nem ligo. E não ganharam pirulito.

E ninguém conhece Lolita lá. Acharam que eu tava fantasiada de bruxa. Falaram que eu parecia uma bonequinha. Até cantada recebi. Uma colega achou que eu tava "parecendo aqueles desenhos japoneses".


  • Corsage: Riachuelo.
  • Blusa: alguma marca coreana.
  • Bolero: offbrand.
  • Saia: handmade.
  • Meia: Riachuelo.
  • Sapato: Couromax.
  • Bolsa: offbrand.
  • Cordão: offbrand (eu customizei).
  • Anel de camafeu: Marisa.
  • Brinco, relógio e outros anéis: offbrand.
Fotos extras:

Irmãzinha quem tirou as fotos.
Pirulitchénho.
Maquiagem.

Como era Halloween, quis fazer uma maquiagem diferente, com roxo. Fiquei em dúvida se carregava um pouquinho ou não. Gostei bastante do resultado. As meninas da facul adoraram.

O pessoal tava achando que eu ia a alguma festa depois. Meu professor de Administração em S.I. falou: "A Stephanne não vai a evento, ela é o evento". Adorei! ahuahauahua XD

Agora, para o ano que vem, tenho que fazer o Guro. Talvez seja meu último Halloween na faculdade.